EDM REFORÇA RESILIÊNCIA DA REDE FACE AOS DESAFIOS DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS


A Electricidade de Moçambique, E.P. (EDM) está a reforçar a resiliência das suas infra-estruturas eléctricas face aos impactos crescentes das mudanças climáticas, através da adopção de medidas de prevenção, adaptação e resposta a eventos climáticos extremos. Esta abordagem foi destacada durante o seminário sobre “Desafios das Mudanças Climáticas no Sector Eléctrico”, promovido pela EDM no âmbito da 61.ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM).
Ao abordar a experiência da EDM, o Director de Electrificação e Projectos, Eng.º Sílvio Nurmahomed, explicou que a Empresa tem vindo a incorporar critérios de resiliência na construção de novas infra-estruturas e na manutenção das existentes. Como parte deste processo, foram já identificadas infra-estruturas consideradas de maior risco, que incluem 11 torres na região Norte, oito na região Centro e 27 na região Sul, bem como troços críticos da rede de distribuição em diferentes regiões do País.
De acordo com o gestor da EDM, entre 2022 e 2026, eventos climáticos extremos provocaram danos estimados em 76 milhões de dólares norte-americanos à EDM, dos quais 9,29 milhões de dólares correspondem aos prejuízos causados pelas inundações que afectaram o Sul do País este ano. Estes impactos reforçam a necessidade de preparar a rede eléctrica para responder de forma mais eficaz aos fenómenos climáticos, garantindo maior continuidade e segurança no fornecimento de energia.
Segundo o Eng.º Nurmahomed, a Empresa criou igualmente uma unidade de gestão de riscos climáticos e desastres, responsável por coordenar os esforços de mitigação, adaptação e resiliência, tendo iniciado, em 2026, o recrutamento de profissionais para reforçar a sua capacidade de resposta.
A EDM prevê ainda mobilizar recursos para fortalecer as redes de transmissão e distribuição e as subestações, com necessidades de financiamento estimadas em 103 milhões de dólares até 2028, incluindo cerca de 39 milhões de dólares para o primeiro ano de implementação.
A estratégia contempla também a diversificação das fontes de fornecimento de energia e a adopção de soluções de emergência, como painéis solares e geradores, sobretudo em distritos remotos e em infra-estruturas críticas, incluindo hospitais. Estas medidas enquadram-se no esforço da Empresa para construir um sistema eléctrico mais preparado para os desafios climáticos e capaz de assegurar a continuidade dos serviços essenciais.
O seminário contou com a participação de diferentes parceiros e especialistas, proporcionando uma plataforma de partilha de experiências e reflexão sobre respostas aos impactos das mudanças climáticas no sector eléctrico. Entre os participantes estiveram o Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), representado pelo investigador da Área de Clima, Luís Chongue, e a Embaixada da Alemanha em Moçambique, representada pela respectiva Chefe de Cooperação.








