Informativa

ASSINADO ACORDO DE SOCIEDADE PARA GARANTIR FORNECIMETO DE GÁS DOMÉSTICO PARA INDUSTRIALIZAÇÃO DE MOÇAMBIQUE

Cristiana Cuamba
April 16, 2026
1 min

A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), Electricidade de Moçambique E.P. (EDM), Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) e a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) assinaram, no dia 8 de Abril de 2026, em Maputo, um Acordo de Accionistas para constituição da sociedade Serviços de Logística Integrada de Gás Natural de Moçambique, S.A. (SLIGM) e o Acordo de Desenvolvimento Conjunto (JDA).

Trata-se de dois instrumentos que estabelecem as bases para o desenvolvimento, financiamento e instalação de uma Unidade Flutuante de Armazenamento e Regaseificação (Floating Storage & Regasification Unit - FSRU) de Gás Natural Liquefeito, que será ancorada no norte de Inhambane e com infra-estruturas conexas no Porto da Beira, o que permitirá o transporte e incremento no fornecimento de gás ao mercado doméstico e regional.

As quatro empresas públicas unem, assim, capacidades técnicas, financeiras e operacionais para garantir a viabilidade do Projecto e assegurar o seu impacto, a longo prazo, o que lhes confere o direito exclusivo de financiar, construir, importar e operar a terminal de GNL.

Para além de diversificar as fontes de energia, espera-se que o Projecto reduza, de forma significativa, a dependência de importações, fomentando a monetização do gás doméstico proveniente dos projectos da Bacia do Rovuma, assim como de outras bacias sedimentares distribuídas ao longo do território nacional.

Importa ainda referir que a criação desta sociedade decorre da aprovação, em Novembro de 2025, pelo Conselho de Ministros, do decreto que atribui a concessão para a construção e operação de infra-estruturas visando à recepção, armazenamento, regaseificação e transporte de gás natural no Porto da Beira e em Inhassoro.

Para os accionistas, a constituição da sociedade demonstra capacidade e comprometimento de instituições nacionais em unirem esforços em torno de um Projecto estruturante, com impacto no fortalecimento da segurança e diversificação da matriz energética. Por outro lado, perspectiva-se que a exploração dos recursos naturais, abundantes no território nacional, tenha um efeito multiplicador da economia, traduzindo-se na melhoria da qualidade de vida dos moçambicanos.

 

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