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Na altura da criação da EDM em 1977, Moçambique dispunha apenas de duas redes: a de Maputo alimentada por uma linha de transporte de 275 kV proveniente da RSA, e a outra na Beira alimentada por duas linhas paralelas de 110 kV partindo das centrais de Mavuzi e Chicamba. Existia também uma linha de transporte de 220 kV de HCB à Chibata para a interligação ao sistema SHER.
O objectivo era de contribuir para o desenvolvimento económico do País, através da implantação de uma rede nacional de energia para impulsionar o estabelecimento de unidades agrícolas, industriais e mineiras, e aumentar a capacidade e eficiência dos sistemas ferroviários e portuários |
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| Neste âmbito foram desenvolvidas as seguintes obras |
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Linha Centro Norte, que envolveu uma extensão de 1000Km de linha de 220kV e 1100Km de Linha a 110 kV, num investimento na ordem dos 90 milhões de USD. O projecto permitiu fazer chegar a energia produzida pela Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) à Tete, Caia, Nicoadala, Quelimane, Mocuba, Alto Molocué, Nampula e Nacala. Este empreendimento durou seis anos nas suas várias fases. |
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Linha Sul, envolvendo uma expansão de 400 Km de linha a 110 kV e um investimento na ordem dos 25 milhões de USD. O projecto teve início em 1984 e consistiu na construção de uma linha de transmissão a 110 kV interligando Maputo, Chokwé, Xai-Xai, Massingir e Corumana, com o objectivo principal de electrificar os vales dos rios Limpopo e Incomati a partir da energia disponível em Maputo. |
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Desenvolvimento de produção hídrica, através das centrais hídricas de Corumana, Cuamba e Lichinga. |
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Ampliação ou construção das centrais térmicas em Lichinga, Pemba, Nacala, Angoche, Quelimane, Mocuba, Inhambane e Lionde, envolvendo uma capacidade instalada superior a 44MW e correspondente a um aumento de património acima de 17 milhões de USD. |
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Aquisição de 58 grupos geradores com uma potência nominal total de mais de 8,7MW, correspondente a um valor patrimonial na ordem dos 4 milhões de USD. |
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Reparação e recondicionamento dos grupos geradores e acessórios nas centrais térmicas de Maputo, Nampula, Pemba e Xai-Xai, bem como na central hidroeléctrica de Mavuzi, envolvendo valores na ordem dos 10 milhões de USD. |
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Nova central de emergência da Beira, ampliação da central de Inhambane, Cuamba e Pequenos Libombos, envolvendo custos globais na ordem dos 36 milhões de USD. |
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Embora o País seja exportador potencial de energia hídrica, nomeadamente para Zimbabwe e África do Sul, agora é importador, essencialmente para Região Sul. O esforço da EDM tem sido não só a extensão dos benefícios de energia a um número cada vez maior de consumidores, mas também à produção e aquisição interna da HCB de uma proporção crescente de energia para as necessidades do País. |
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Veja o mapa da rede de Transporte de Energia |
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